Ingredientes potencialmente tóxicos a evitar na cosmética
A cosmética biológica da MATARRANIA é elaborada apenas com ingredientes 100% naturais e biológicos, livre portanto de qualquer substância química sintética, ainda que esta seja inócua para o organismo. Acreditamos que a natureza nos oferece tudo o que precisamos para cuidar da pele, pelo que, tendo recursos nela, não vemos necessário recorrer a substâncias que não são afins à pele e que não aportam tantos benefícios como as plantas e as suas numerosas propriedades.
Além disso, existem determinados ingredientes que, pela sua origem e composição, podem ser muito prejudiciais tanto para o organismo como para o meio ambiente. Nos últimos anos foram retiradas do mercado algumas substâncias que se demonstrou serem cancerígenas, mutagénicas ou tóxicas para a reprodução. Mas ainda há muitas por estudar e retirar, por isso recomendamos analisar sempre o INCI dos produtos que usamos e conhecer bem a origem das substâncias presentes para avaliar se queremos aplicá-las ou não sobre a nossa pele e o nosso organismo.
A seguir apresentamos uma lista de ingredientes potencialmente perigosos para a saúde e o meio ambiente. É uma lista que vai evoluindo com o tempo, já que alguns ingredientes já foram proibidos para uso em cosmética e outros estão em estudo.
Óleos minerais
Derivados do petróleo, utilizam-se para melhorar a textura das cremes de forma a que seja agradável aplicá-las na pele. São habituais em produtos capilares, loções after-shave, desodorizantes, produtos bucais, óleos corporais…
Cobrem a pele como se fosse um invólucro de plástico, provocando a obstrução dos poros. Interferem com a capacidade da pele para eliminar toxinas, promovem o acne e originam muitos outros transtornos. Bloqueiam a respiração das células, extraem a humidade da pele e levam-na à epiderme, fazendo com que esta pareça brilhante e hidratada. Mas só aparentemente, porque, na realidade, devido a essa camada plástica que a recobre, a pele fica incapacitada de cumprir as suas funções de defesa, dando lugar ao envelhecimento prematuro. Ao deixar de usá-los, a pele fica mais seca do que antes e parece “viciada”.
INCI: Paraffinum, Paraffinum liquidum, Petroleum, Petrolatum, Cera microcristalina, Ozokerite, Ceresin e Vaselina. Destaca-se especialmente o Propilenoglicol.
Agentes nitrosantes
Podem causar contaminação por Nitrosaminas, que provocam cancro em animais de laboratório. Há grande e reiterada preocupação nos EUA e na Europa sobre a contaminação causada pelos produtos cosméticos que contêm Nitrosaminas.
INCI: 2-bromo-2-nitropropano-1,3-diol, Cocoyl Sarcosine, compostos DEA, Imidazolidinyl Urea, Formaldeído, Hidrolisado de proteínas animais, Laurilsulfato Sarcosine, compostos MEA, Quaternium-7, 15, 31, 60, etc., Lauril Sulfato de Sódio, Lauril Sulfato de Amónio, Laureth Sulfato de Sódio, Laureth Sulfato de Amónio, Sodium Methyl Cocoyl Taurate, compostos TEA.
Alumínio
É outro elemento sobre o qual há suspeitas fundadas acerca da sua toxicidade. Foram realizados numerosos estudos, alguns deles pela Organização Mundial da Saúde, sobre a relação entre alumínio e Alzheimer (nas autópsias realizadas a pacientes com essa doença encontraram-se grandes concentrações de alumínio no cérebro). Além disso, sabe-se que o alumínio pode unir-se ao ADN e modificar a sua estrutura, assim como alterar a actividade dos genes. A sua absorção ocorre tanto por via oral como através da pele. Utiliza-se em cosméticos, batons, desodorizantes, antitranspirantes, etc.
INCI: Aluminium Chlorohydrate, Aluminium Lactate, Aluminium Tristearate.
Aminas (compostos de amoníaco)
Utilizam-se como agentes espumantes, estabilizadores de síntese e para ajustar o pH dos cosméticos. Também são muito usadas nos ácidos gordos para transformar os ácidos em sal (magnésio), que depois se converte na base de um detergente ou agente de limpeza. Podem formar Nitrosaminas prejudiciais quando entram em contacto com nitratos. Podem causar reacções alérgicas, irritação dos olhos e secura da pele e do cabelo. Estas substâncias já estão restringidas na Europa devido aos seus efeitos cancerígenos.
INCI: DEA, TEA, MEA.
Fenóis
São álcoois produzidos mediante a oxidação parcial do Benzeno, o que os converte em ingredientes tóxicos que podem afectar o sistema nervoso central, o coração, o fígado, os rins e a pele. Utilizam-se como desinfectantes na medicina e como conservantes na cosmética.
INCI: Nitrophenol, Phenolphthalein, Chlorophenol.
Ftalatos
São solventes e suavizantes usados como plastificantes no PVC flexível ou em cosméticos como cremes, vernizes de unhas, perfumes, lacas de cabelo e desodorizantes. O Parlamento Europeu proibiu o seu uso na fabricação de brinquedos que possam ser colocados na boca e em artigos de puericultura, já que estão associados a danos nos sistemas reprodutor e endócrino, incluindo desenvolvimento genital anómalo em homens, diminuição da contagem de espermatozoides e infertilidade, além de um maior risco de asma e cancro.
INCI: BBP, DBP, DEHP, DIDP, DINP, DNOP.
Liberadores de formaldeído ou ureias
São alguns dos conservantes mais utilizados por serem potentes antimicóticos. São altamente cancerígenos por inalação. A exposição a eles pode causar dores articulares, de cabeça e peito, alergias, irritação, envelhecimento prematuro da pele, danos nas membranas celulares e malformações fetais. O seu uso está proibido na cosmética, mas a indústria criou substâncias que, apesar de não serem formaldeídos propriamente ditos, os libertam.
INCI: DMDM Hydantoin, Imidazolinydyl Urea, Dimethyl Oxazolidine, Sodium Hydroxymethylglycinate, Armylacetate, Alkylphenol.
Silicones e derivados
São oclusivos, isto é, tapam como faria um invólucro de plástico. No caso do cabelo, formam uma película que o disfarça, dão-lhe peso, retiram-lhe volume, impedem que absorva correctamente a hidratação extra e obstruem a raiz, criando mais oleosidade e até caspa ao longo do tempo. Na pele, bloqueiam os poros, impedem a respiração cutânea e podem provocar borbulhas e imperfeições.
INCI: Dimethicone, Cyclomethicone, Vinyl Dimethicone Crosspolymer, Cyclotetra/penta/hexa-siloxane, Cetyl Dimethicone Copolyol e, em geral, todos os ingredientes que terminem em -ethicone e -oxane.
Mercúrio
Metal pesado de elevada toxicidade. Apesar disso, a indústria cosmética permite o seu uso como conservante em maquilhagem e desmaquilhantes de olhos até uma concentração máxima de 0,007%.
INCI: Thimerosal (Tiosalicilato de Etilmercúrio).
Perfumes sintéticos
São compostos por centenas de substâncias químicas como Tolueno, Cloreto de Metileno, etc. Observações clínicas demonstram que as fragrâncias podem afectar o sistema nervoso central, causando depressão, hiperactividade e irritabilidade. Além disso, são perigosas porque a maioria contém Ftalatos. São disruptores endócrinos que imitam as hormonas, podem alterar o desenvolvimento genital e são suspeitos de causar cancro.
INCI: Acetyl Hexamethyl causa danos neurológicos; Bromocinnamal é irritante. Convém evitar produtos que incluam “fragrance/parfum”, excepto quando derivados de óleos essenciais, ou procurar etiquetas “livre de Ftalatos”.
Protectores solares químicos
Na cosmética é um problema encontrar substâncias que protejam dos raios solares nocivos. Ao princípio utilizavam-se filtros minerais à base de óxido de titânio ou de zinco, como Zincoxid ou Titaniumdioxid. Porém, devido ao seu preço elevado, foram sendo substituídos por outros filtros que se demonstrou alterarem a actividade endócrina e poderem causar alergias, assim como cancro. São aditivos que não aparecem apenas em produtos solares, mas também em todo o tipo de cremes, inclusive tratamentos com retinol. Porquê? Porque esses cremes ou tratamentos contêm substâncias irritantes, pelo que se vêem obrigados a adicionar filtros solares para impedir que a pele microscopicamente irritada fique manchada pelo sol.
INCI: Oxybenzone, Benzophenone, Methoxydibenzoylmethane ou Dibenzoylmethane.
Tensioactivos aniónicos
Aniónicos” refere-se à carga negativa dos tensioactivos. Podem estar contaminados com Nitrosaminas cancerígenas. Utilizam-se em detergentes para automóveis, limpa-pavimentos, desengordurantes de motor e em 90% dos produtos de cuidado pessoal que fazem espuma. Podem representar graves riscos para a saúde. Entre eles encontram-se os conhecidos sulfatos.
INCI: Lauril Sulfato de Sódio (SLS), Laureth Sulfato de Sódio (SLES), Lauryl Sulfato de Amónio (ALS), Laureth Sulfato de Amónio (ALES), Sódio Methyl Cocoyl Taubate, Sódio Lauroyl Sarcosinate, Sódio Cocoyl Sarcosinate, Potássio Coco Hidrolisado de Colagénio, TEA (Trietanolamina) Lauril Sulfato, TEA (Trietanolamina) Laureth Sulfato, Laurilsulfato ou Cocoyl Sarcosine, Disodium Oleamide Sulfosuccinate, Disodium Laureth Sulfosuccinate, Disodium Dioctyl Sulfosuccinate.
Tensioactivos etoxilados
São muito utilizados em produtos cosméticos como agentes espumantes, emulsionantes e humectantes. Como parte do processo de fabrico gera-se um químico tóxico, o 1,4-dioxano, um potente carcinógeno.
INCI: PEG, Polietileno, Polietilenoglicol, Polioxietilenado, sufixo -eth, sufixo -oxynol.
Como reconhecer estes ingredientes num INCI?
É muito difícil memorizar todos estes nomes técnicos e ir comprar com uma lista na mão para analisar todos os ingredientes de cada produto. Os nossos INCIs são muito claros e simples, mas há produtos com mais de 20 substâncias, e a sua análise torna-se cansativa. Para isso temos a sorte de contar com ferramentas que nos ajudam neste processo, simplificando a busca por nós. Como por exemplo a aplicação móvel Ingred, simples e em espanhol, que com apenas uma fotografia do INCI te indica os ingredientes potencialmente perigosos.
Além disso, contamos com buscadores online se quisermos averiguar mais sobre um ingrediente concreto, como EWG’s Skin Deep (em inglês), La verité sur les cosmetiques (em francês e inglês) ou Biodizionario (em italiano).







