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Como fazer um bom oleato

Publicado em2018-07-10 por
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Um oleato é um óleo que extraiu os princípios ativos das plantas através de um processo de maceração. Durante um determinado período de tempo, as plantas maceram num óleo vegetal e vão transferindo os seus princípios ativos para esse óleo, obtendo assim extratos vegetais com grandes propriedades para a elaboração de remédios para a saúde e produtos cosméticos de alta qualidade e eficácia.


Na MATARRANIA estes extratos são obtidos de forma artesanal, seguindo a tradição mediterrânica no uso das plantas medicinais: maceração de planta fresca em azeite virgem extra, durante um ciclo, ao sol e ao sereno (já veremos mais adiante como é este método). Este processo faz parte do sucesso e da eficácia da nossa cosmética, já que os princípios ativos das plantas são obtidos da forma mais pura e eficaz para exercerem as suas funções sobre a pele.


Para fazer o oleato precisamos de um óleo vegetal base, plantas recém-colhidas, frascos de vidro ou de aço inoxidável limpos e amplos e um local onde deixar as misturas durante o processo de maceração. Podemos selecionar qualquer óleo vegetal, desde que seja virgem e, de preferência, biológico. Os mais utilizados são o de oliva, girassol ou amêndoas, mas tradicionalmente só se usou o azeite de oliva, por isso, sendo fiéis à tradição mediterrânica de centenas de anos no aproveitamento das plantas para o cuidado da saúde, na nossa cosmética biológica usamos para as macerações apenas azeite de oliva virgem extra biológico, que acrescenta grandes propriedades aos benefícios já proporcionados pelos extratos de plantas: é hidratante, protetor, tonificante e antioxidante. E não é um azeite de oliva virgem extra biológico qualquer, além disso, é um azeite que foi colhido quando as azeitonas ainda estão pouco maduras, pelo que apresenta níveis extraordinariamente altos de polifenóis, os antioxidantes naturais de que a nossa pele precisa para se manter protegida dos radicais livres que a envelhecem.

O nosso processo de elaboração é o seguinte:

  1. Colher a planta à mão, com tesouras de poda e cesto. Fazemo-lo nas mais de 200 hectares de campo e monte que temos certificados biológicos, colhendo nós próprios as plantas de que precisamos para as nossas formulações.

  2. Deixar repousar as plantas durante 24 horas sobre tabuleiros para que percam humidade e para que os bichinhos que possam trazer vão à procura de outra casa. É preciso pensar também neles!

  3. Fazer a mistura, incorporando numa cuba de aço inoxidável o peso exato da planta e enchendo depois com o volume determinado de azeite de oliva virgem extra. Os recipientes que utilizarmos devem estar bem limpos e totalmente secos, já que a presença de água pode afetar a conservação posterior.

  4. Colocar a maceração ou oleato num ambiente adequado, evitando a luz direta. No nosso caso temos uma casinha de madeira onde pomos em prática o método “sol e serena”: a mudança de temperatura e de luz do dia para a noite ajuda as plantas a diluir os seus princípios ativos no azeite de oliva. Aí permanece durante um ciclo de 21 dias, exceto o hipericão, que são 40 dias.

  5. Após passarem os 21 dias (ou os correspondentes ao ciclo), filtrar o oleato com um coador e uma gaze de algodão, eliminando qualquer resto de erva. Para o armazenar, utilizamos depósitos de aço inoxidável e mantemo-los num espaço fresco e seco do nosso laboratório.

Este oleato já contém todas as propriedades das plantas que foram maceradas e que irão aportar os seus princípios ativos nas formulações em que for utilizado. São os verdadeiros protagonistas das nossas formulações, aquilo que nos diferencia como marca totalmente natural e artesanal.

As nossas macerações contêm uma percentagem elevada de planta, com o objetivo de garantir o máximo de princípios ativos: 10%. Isto significa que, por cada 100 g de óleo, utilizamos 10 g de planta fresca, e realmente não cabe mais planta no recipiente com o óleo. As plantas pesam muito pouco, mas têm muito volume quando estão frescas.

O oleato, enquanto tal, não aparece como ingrediente conjunto nos nossos INCI (listagem de ingredientes). Por norma, como explicámos no nosso blog há algum tempo, figura por um lado o azeite de oliva e por outro o extrato da planta. E, como os ingredientes devem aparecer ordenados de maior para menor quantidade utilizada, o extrato da planta que representa 10% do oleato costuma ficar a meio da lista INCI. Mas esse azeite de oliva, que geralmente aparece entre os primeiros ingredientes, já contém todas as propriedades e princípios ativos da planta macerada, que são os que garantem a eficácia na aplicação do produto cosmético.

 

 

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